quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Memória de outros natais



Quando era criança o Natal significava comer o pai Natal de chocolate pendurado na árvore á sucapa e tentar fechá-lo para que ninguém percebesse, empanturrar-me de bombocas e cantar (com toda a desafinação inerente) até não me poderem ouvir mais.
Significava aletria, guardanapos de pano, bacalhau com muitas batatas, rabanadas a escorrer calda e sonhos de abóbora sem fim. Arroz doce, missa do galo, aventais besuntados de azeite e farinha, açúcar espalhado pela cara, e a "roupa nova" no dia a seguir.
Significava partidas de Bingo, de cartas, de um monopólio sem grande parte das peças...
Natal era sinónimo de gargalhadas à mesa - mesmo sendo apenas três parecíamos uma multidão- ríamos, gargalhávamos, comíamos até não poder mais e depois, já pela noite dentro, víamos filmes debaixo de uma manta.
As prendas não abundavam mas a casa transbordava de alegria, de amor e companheirismo, daquele género de entendimento que só tem quem se adora muito e há muito tempo.
Natal, é isto.


Feliz Natal! ♥

4 comentários:

Green disse...

É isso mesmo! Feliz Natal :)

Marta A. disse...

Que post tão bonito!

Anônimo disse...

Feliz 2015, que seja um ano cheio de boas vivrações!

http://araparigadoautocarro.blogs.sapo.pt/

Miska disse...

Recordar é viver!